quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Não existe dinheiro fácil.

O honesto parece bobo no curto prazo, mas a longo prazo, ele acaba sendo o verdadeiro esperto. 

O malandro, com os seus esquemas, parece esperto no curto prazo, mas a longo prazo, percebe-se que ele é um grande otário.

Não tem jeito. A vida é implacável!

Tem ambições? Você é capaz de conquistá-las uma por uma. Não entre em canoas furadas e nem em esquemas mirabolantes. Atalhos não existem.

N Ã O E X I S T E D I N H E I R O F Á C I L.

Diferentemente do que muitos pensam, nem o dinheiro que um jogador de futebol de ponta ganha é fácil. Mesmo com o seu talento, a trajetória de altos e baixos, superações emocionais, pressão, lesões e incertezas de um atleta profissional são um espelho de uma realidade duríssima, muito mais dura do que a mídia tenta vender.

Fica esperto e não entre em esquemas ou caminhos desonestos. Você definitivamente não precisa disso.

Geração de Valor

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Pense nisso.

Você se lembra de uma carta escrita por um sobrevivente do Holocausto? Ele disse: "Meus olhos viram o que nenhuma pessoa deve testemunhar: câmaras de gás construídas por engenheiros formados, crianças envenenadas por médicos instruídos, bebês mortos por enfermeiras treinadas, mulheres e bebês assassinados por graduados. Então, eu sou suspeito com relação à educação. Meu pedido é: ajude seus filhos a se tornarem humanos ".


Li este texto neste fim de semana e me fez pensar... refletir.
Ainda que eu falasse a língua do anjos e dos homens, se não tivesse amor...  

quinta-feira, 14 de março de 2013

Modernismo e a pedra no caminho.



Carlos Drummond de Andrade: modernismo e a pedra no caminho

Poucos meses após o retorno forçado a Itabira, no início de 1920, Drummond muda-se para Belo Horizonte, com toda a família. A mudança brusca - encabeçada pelo pai, que vende grande parte das terras em Itabira e torna-se, praticamente, um incorporador em Belo Horizonte -, traz a Drummond uma liberdade ainda não experimentada e a chance de escrever com regularidade.
70 historinhas
Reprodução
Além de um excepcional poeta,
Drummond foi um grande cronista,
como revela esta coletânea com
70 narrativas, da Editora Record 
Já em abril de 1920, ele passa a colaborar com artigos e crônicas para o Jornal de Minas, cuja redação ficava no térreo do hotel onde a família Drummond de Andrade primeiro se hospedou, ao chegar a Belo Horizonte. Em março de 1921, o cronista Drummond estréia no Diário de Minas, jornal que se tornaria um reduto dos modernistas mineiros, dando início a uma participação que duraria mais de dez anos.
A partir daí, o poeta passa a integrar um grupo de jovens escritores e intelectuais que viria a se tornar conhecido como “modernistas mineiros”. Enquanto em São Paulo, em fevereiro de 1922, Mário e Oswald de Andrade preparavam a Semana de Arte Moderna, o grupo de Drummond se reunia para discutir e defender pressupostos filosóficos e estéticos semelhantes, em Belo Horizonte.
Aí se inicia a primeira fase modernista de Drummond, na qual os traços mais característicos seriam o humor, o tom coloquial de confidência, de conversa, beirando ao prosaico e a um estilo levemente brejeiro. Tudo combinado a uma personalidade dramática, deslocada do sistema, gauche, como ele se autodefine em "Poema de sete faces", na abertura de seu primeiro livro, "Alguma Poesia" (1930):

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida.


Gauche, palavra francesa cuja tradução literal em português é “esquerda”, remete a significados figurados, como “desajustado”, “acanhado”, “inepto”, “à margem” do sistema, da sociedade, da realidade vigente. Esse paradoxo entre o eu poético, que se coloca e se reconhece à margem do mundo, e o eu vivente, necessariamente envolvido nas coisas do mundo e da sobrevivência, é presença constante na poesia de Drummond. O próprio fazer poético drummondiano se baseia no impasse vivido pelo gauche, que não consegue se ver inserido no mundo e, somente por meio da poesia, encontra uma forma de comunicação com essa realidade exterior.

Em julho de 1928 é publicado na primeira página da "Revista da Antropofagia", por Oswald de Andrade, o poema “No meio do caminho”, um dos mais conhecidos e polêmicos de Drummond:

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.


O poema, publicado posteriormente no livro "Alguma Poesia" (1930), causou um verdadeiro escândalo na imprensa da época, provocando ataques ferrenhos ao autor por críticos que se negavam sequer a considerar poesia aquele texto ousadamente estruturado na repetição e numa construção lingüística simples, coloquial, que afirma a fala popular “tinha uma pedra” em detrimento da forma culta “havia uma pedra”.
Depois dos vários ataques da crítica, o próprio Drummond afirma “sou o autor confesso de certo poema, insignificante em si, mas que a partir de 1928 vem escandalizando meu tempo, e serve até hoje para dividir no Brasil as pessoas em duas categorias mentais". Apesar de Drummond nunca ter esclarecido quais seriam essas “duas categorias mentais”, fica claro o impacto do poema diante da opinião pública da época, que sentiu-se obrigada a parar diante daquela pedra no meio do caminho e expressar seu posicionamento com relação a ela - ou entusiasticamente favorável, como se mantiveram os modernistas e simpatizantes, ou radicalmente contra, como a maioria da crítica literária conservadora da época. Aliás, até hoje, a pedra drummondiana permanece impassível e desafiadora, na sua mudez de minério, a fomentar questões, estudos e paixões nos caminhos dos admiradores e estudiosos da obra do poeta.

Pedras no caminho?



Guardo todas, um dia vou construir um castelo…